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Valda Prata

Valda Prata

Protetora dos Animais

Funcionária pública e protetora dos animais nas horas vagas. Presidente da FAUNA (Francisco de Assis União Protetora dos Animais) de São José do Rio Preto/SP.

Encontrei um animal abandonado. O que faço?

 

Se você, assim como eu, ama os bichinhos, com certeza já passou por esta situação: encontrar um animal abandonado ou perdido e não saber o que fazer. Resgatar? Levar para casa? Ligar para um protetor dos animais?

 

Não adianta ligar para uma ONG de proteção ou para um protetor independente. Todos estão lotados de casos assim e estão sempre no limite de sua capacidade. Podem te ajudar, mas não jogue a responsabilidade para eles.

 

Encontrei um animal abandonado. O que faço?

 

Portanto, se você resgatou um animal, a responsabilidade é sua. O mais correto é você hospedá-lo temporariamente até encontrar um lar definitivo para ele. Se você não pode ficar com ele em sua casa, consiga algum amigo, parente ou vizinho ou, se tiver condições, um hotelzinho.

 

Leve-o a um veterinário e faça um exame. Se estiver tudo bem, vacine, dê vermífugo e castre. Anuncie na Internet e em jornais, fale com seus amigos. Distribuir cartazes também dá resultado. Anuncie tentando encontrar o dono ou alguém interessado em adotar.

 

Faço aqui uma parada para esclarecer uma dúvida frequente: a diferença entre doar e adotar. Muitas pessoas dizem “eu adotei um cachorro”, mas na verdade está querendo dizer “eu doei um cachorro”. E vice-versa. Doar é dar, entregar o animal. Adotar é assumir. É como adotar uma criança, tomar alguém para si como filho.

 

Atenção! Não doe para qualquer um. É necessário alguns cuidados. Você precisa entrevistar o candidato a adotante. Algumas perguntas que devem ser feitas:

  1. Onde mora? Casa ou apartamento? (Se for apartamento e o bichinho for um gato, precisa ter tela de proteção nas janelas. Se for casa ver se é cercada.)
  2. Já teve outro(s) animal(is)? O que aconteceu com ele(s)? Se, por exemplo, a pessoa disser que deixava o animal na rua e ele foi atropelado, já dá para saber que não será um bom adotante. Ou se mudou de casa e deu o animal. Também com esta pergunta você percebe se a pessoa tem noção do trabalho que um animal dá. Muitas pessoas adotam no impulso porque acham “fofinho” e depois que o cachorro começa a fazer xixi e cocô, perdem o interesse.
  3. Quando você tiver que viajar, quem ficará com o animal?
  4. Todos que moram com você estão de acordo?
  5. Um cachorro/gato vivem por volta de 15 anos. Está disposto a cuidar dele até o fim?
  6. Tem noção dos custos da manutenção de um animal? Ele vai precisar de ração e, eventualmente, de cuidados veterinários e remédios, além de vacinas anuais e vermífugos.

 

Importante explicar para a pessoa sobre a posse responsável. Se você chegar à conclusão que é um bom adotante, doe. Anote o endereço, telefone e também dê seu telefone, para caso de eventual devolução ou mesmo alguma dúvida que a pessoa possa ter. De preferência faça um termo de adoção onde a pessoa se comprometa a cuidar do bichinho dentro dos princípios da guarda responsável.

 

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Crédito de imagens: Photl.

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